Esta manhã saí cedinho de casa decidida a cumprir o meu habitual programa matinal de sábado, entro num autocarro da carris e rumo ao destino que pretendia. E a meio do caminho assisti a um episódio que se vai tornando cada vez mais usual nos dias que correm, o condutor do autocarro deparou-se com um obstáculo no seu caminho, um taxista que teve a gentileza de ir abrir a porta a uma senhora idosa, que tinha alguma dificuldade em caminhar, tomando-a pelo braço até à porta de sua casa. Com tudo isto o sr. motorista da carris perdeu 2 ou 3 preciosos minutos do seu tempo, o que o fez gesticular e vociferar de modo pouco simpático. Pergunto eu: Seria esta a atitude expectável de um ser humano?
E dei por mim a pensar que entre homens e bestas existem incríveis semelhanças. E devemos notar que vivemos nós numa época em que se apela e cultiva tanto a solidariedade, não obstante eu considerar que ser solidário em Portugal nos dias de hoje é mais um status social, do que um dever moral. Considerações à parte e analisando apenas os factos, concluo que qualquer besta é profunda e naturalmente mais sociável do que muitos homens.
Sara Lamy

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