E enquanto caminhava
pelas ruas pintadas a negro
já era certeza em mim
que errei ao seguir-te.
E só na noite
o belo nasce,
numa cidade que no dia
é sombra.
E quando te avisto
assombrosamente feliz
nas margens do triste rio,
soube que esse dia
não contaria para a história.
E soube nesse dia
que certamente te perdia
nas margens de um rio
que nos atravessa
para morrer na Foz.
E quem sabe,
se um dia
nos iremos encontrar
onde o rio desagua no mar.
Sara Lamy 20/12/2011
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