"Se o Povo não tem pão que coma brioches", este seria um bom slogan para colocar num cartaz de campanha por baixo da fotografia de caras bem conhecidas do nosso Governo Constitucional. Isto porque, a tecnocracia é boa enquanto não se converte em insensibilidade social e num pragmatismo cego elevado ao seu expoente máximo. Isto porque a austeridade é boa enquanto não se converte em miséria e num plano pensado a longo prazo. Porque afinal ainda não se percebeu que se "dinheiro gera dinheiro", então "crise gera crise". Estamos a entrar num estado de convulsão crónica e já todos se aperceberam, menos quem tem o poder de mudar essa tendência, o que é altamente perigoso. Pelos vistos, os manuais de História foram pouco úteis. E este poderia até ser um conto, algo burlesco, que começaria da seguinte forma: "Era uma vez, um país de pobrezinhos chamado Portugal, governado por um Sr. Primeiro-Ministro dos Impostos, por um Presidente da República com uma reforma humilde, e nesta bela história, que não terá certamente um final feliz, só falta a Maria Antonieta...", mas há já quem mande o Povo comer brioches. Resta esperar que sendo a história igual, não seja o destino semelhante. Mas não falta já certamente quem tenha vontade de mandar a "Maria Antonieta" de novo para a "guilhotina" e acabar com a (des)governança de "Luís XVI".
Sara Lamy 28/1/2011
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