Sara Lamy 9/9/2012
domingo, 9 de setembro de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Reflexão
Reflexão do dia:
A injúria e a ofensa são sim a forma mais bárbara de se viver em sociedade. Em sociedade vive-se com a diferença e acima de tudo aprende-se a respeitar a diferença. É o saber respeitar a diferença que faz de nós homens e mulheres civilizados. E é exactamente da falta de respeito e compreensão que nasce o ódio e a guerra, e isso sim é a maior barbárie e atentado a qualquer forma de humanismo. Saibam viver em sociedade e amem o próximo tal como ele é, esse sim é o maior espólio de uma nação evoluída.
Sara Lamy (23/8/2012)
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Deus
Entre nós
há um imenso campo de batalha.
Devastado,
destruído.
E tudo o que se parte
não volta a ser igual.
E tudo o que é colado,
é fragmentado
e não é uno.
E tudo o que foi
não tem retorno.
E o que Deus quis
os homens não compreendem.
E os homens pouco sabem de amor.
Eu compreendi.
E ontem fui feliz.
Hoje sou triste.
E amanhã não sei o que serei.
Sara Lamy (22/8/2012)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Pedralva
Há muito tempo que cá não vinha, mas quem escreve sabe e compreende. O que nos inspira são pessoas, são lugares. Posso não escrever durante dias, meses. Mas existir algo de novo, por acaso, que nos leve a sentir que as palavras fluem sem parar. Pedralva é assim, não pude deixar de sentir como tudo fluía sem parar. Quero lá voltar. Mas para já são estas as palavras que ficam.
Pedralva
Noutro tempo
e noutro existir
poderia imaginar-te assim
sorridente
bela
quase desenhada a aguarela
entre os montes
que cortam a brisa que sopra do mar.
É como se o tempo
não tivesse passado por ti,
nem a civilização,
e eu encontrei-te
com casas caiadas de branco
com barras coloridas,
e és tão deslumbrante na tua simplicidade,
na simpatia da tua gente genuína,
no sorriso do rapaz moreno de bigode,
que não poderia imaginar-te mais perfeita,
sonho ideal pintado a cal.
E quando parti,
sinto que fiquei.
Sara Lamy 29/7/2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Cimeira Europeia
Hoje deixo apenas uma pequena reflexão:
Na Cimeira Europeia procura-se hoje uma harmonização de soluções para realidades com diferentes pesos e medidas. Acredito cada vez mais que o que se procura é agravar a dependência dos países europeus face à UE. O Mutualismo é uma contradição face a qualquer filosofia que tenha estado na base da União. E hoje é mutuada a soberania dos Estados. Com dependência coagida compram-se guerras e não amizades. Decorridos tantos anos, nota-se afinal que o Imperialismo nunca acabou, foi apenas encapotado, um sonho que finalmente hoje está a um passo de se concretizar.
Sara Filipa Lamy Marcos
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Entre o que sou e o que me acho
E ao contrário do que dizem
nós não somos aquilo que escolhemos
mas aquilo que nos tornam.
Somos um esboço perfeito
das pessoas que passam por nós.
Reprodução inacabada
daqueles que nos abandonam.
E apenas sombra
daqueles que nos escolhem.
Nós somos a transparência
mais de frustrações
do que de coisas felizes.
E entre isto e aquilo
encontro-me eu
entre o que sou e o que me acho.
Sara Lamy (1/6/2012)
nós não somos aquilo que escolhemos
mas aquilo que nos tornam.
Somos um esboço perfeito
das pessoas que passam por nós.
Reprodução inacabada
daqueles que nos abandonam.
E apenas sombra
daqueles que nos escolhem.
Nós somos a transparência
mais de frustrações
do que de coisas felizes.
E entre isto e aquilo
encontro-me eu
entre o que sou e o que me acho.
Sara Lamy (1/6/2012)
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Lugar
Lisboa,
às vezes pareces-me grande,
grande de mais.
E falta-te a gente,
e falta-te o espaço
em que eu me reconheça
ao olhar-te.
E, às vezes, tudo me falta.
Pouco sei onde pertenço,
quem me pertence
e a quem me devo dar.
E é aí, Lisboa,
que te olho na solidão
e vejo que nem tu, nem eu,
saímos do mesmo lugar.
Sara Lamy 29/5/2012
às vezes pareces-me grande,
grande de mais.
E falta-te a gente,
e falta-te o espaço
em que eu me reconheça
ao olhar-te.
E, às vezes, tudo me falta.
Pouco sei onde pertenço,
quem me pertence
e a quem me devo dar.
E é aí, Lisboa,
que te olho na solidão
e vejo que nem tu, nem eu,
saímos do mesmo lugar.
Sara Lamy 29/5/2012
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