sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"Portugal sou eu"

Se critico sempre que me apetece, também acho que devo felicitar quando é merecido. É de iniciativas destas que Portugal precisa. Temos tudo para estar a par e até ser melhor que os outros. A qualidade sempre foi um imperativo em Portugal e continuará a ser se permitirem que o tecido empresarial se mantenha vivo. O Governo precisa de lembrar-se cada vez mais do que "é nosso" e os portugueses precisam continuar a acreditar naquilo que "é nosso". É de mensagens de esperança que Portugal precisa. Há dias estava no supermercado e na indecisão optei por pagar um bocadinho mais por um sal de produtores da Ria Formosa, do Algarve, minha terra natal, que bem precisa de ajuda, o arroz que tenho cá em casa é português e é mais barato do que outras marcas que existem no mercado. Conclusão: "Compre o que é nosso" e "Portugal sou eu", são garantias de qualidade e, acima de tudo, é solidariedade para com todos aqueles que continuam a trabalhar todos dias para ajudar Portugal.

14/12/2012
Sara Lamy

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Esclavagismo

O que vivemos hoje é um estado de esclavagismo social. Exploram-se as potencialidades e a capacidade dos indivíduos até à exaustão, maximiza-se a sua produtividade até ao limite, e tirando-lhes o pão ou aquilo que comer, sabe-se à partida que alguém com fome trabalhará muito mais para ter um pedaço de pão do que aquele que trabalha de barriga cheia. E que se desengane quem acha que tudo isto é obra do acaso. Isto é pura teoria económica aplicada à sociedade. Afinal há pessoas geniais que estão por reconhecer (ironia). Tirando a Angela Merkel que agora vai ser reconhecida com um prémio Nobel da Paz pelo seu meritório contributo para a construção do projecto europeu (mais uma vez, ironia!). Bom afinal não temos que nos preocupar porque no Orçamento de Estado para o próximo ano está previsto um número exaustivo de medidas de Crescimento como explicava ontem o ministro da Economia, apoios sociais para quem tem fome, subsídios para quem não tem que comer... Ou seja, não se pense que o senhor não percebe nada de Economia, trata-se sim de uma rebuscada e até inovadora teoria económica, que o prezado senhor ministro estudou no Canadá, onde se encontrava antes de ter decido vir salvar a sua pátria. Quanto ao ministro das Finanças, tal como o senhor esclareceu, apenas está a retribuir o investimento que o Estado português fez na sua formação ao longo de anos. Portanto, caros amigos, não se alarmem porque estão nas mãos de pessoas de confiança com as melhores intenções. Salvar a pátria!

domingo, 9 de setembro de 2012

Mentiras

Reflexão do dia:

O amor só existe para três tipos de pessoas: os românticos, os escritores e os parvos. Logo, o amor é feito de minorias. E a maioria das vezes é uma mentira. Quem já não foi parvo, que atire a primeira pedra. Eu já.

                                                                                                   Sara Lamy 9/9/2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Reflexão


Reflexão do dia:


A injúria e a ofensa são sim a forma mais bárbara de se viver em sociedade. Em sociedade vive-se com a diferença e acima de tudo aprende-se a respeitar a diferença. É o saber respeitar a diferença que faz de nós homens e mulheres civilizados. E é exactamente da falta de respeito e compreensão que nasce o ódio e a guerra, e isso sim é a maior barbárie e atentado a qualquer forma de humanismo. Saibam viver em sociedade e amem o próximo tal como ele é, esse sim é o maior espólio de uma nação evoluída.

                     
                                                                             Sara Lamy (23/8/2012)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Deus


Entre nós
há um imenso campo de batalha.
Devastado,
destruído.
E tudo o que se parte
não volta a ser igual.
E tudo o que é colado,
é fragmentado
e não é uno.
E tudo o que foi
não tem retorno.
E o que Deus quis
os homens não compreendem.
E os homens pouco sabem de amor.
Eu compreendi.
E ontem fui feliz.
Hoje sou triste.
E amanhã não sei o que serei.

                                                     Sara Lamy (22/8/2012)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pedralva

Há muito tempo que cá não vinha, mas quem escreve sabe e compreende. O que nos inspira são pessoas, são lugares. Posso não escrever durante dias, meses. Mas existir algo de novo, por acaso, que nos leve a sentir que as palavras fluem sem parar. Pedralva é assim, não pude deixar de sentir como tudo fluía sem parar. Quero lá voltar. Mas para já são estas as palavras que ficam.



Pedralva

Noutro tempo
e noutro existir
poderia imaginar-te assim
sorridente
bela
quase desenhada a aguarela
entre os montes
que cortam a brisa que sopra do mar.
É como se o tempo
 não tivesse passado por ti,
nem a civilização,
e eu encontrei-te
com casas caiadas de branco
com barras coloridas,
e és tão deslumbrante na tua simplicidade,
na simpatia da tua gente genuína,
no sorriso do rapaz moreno de bigode,
que não poderia imaginar-te mais perfeita,
sonho ideal pintado a cal.
E quando parti,
sinto que fiquei.

                                                                     Sara Lamy   29/7/2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cimeira Europeia

Hoje deixo apenas uma pequena reflexão:

Na Cimeira Europeia procura-se hoje uma harmonização de soluções para realidades com diferentes pesos e medidas. Acredito cada vez mais que o que se procura é agravar a dependência dos países europeus face à UE. O Mutualismo é uma contradição face a qualquer filosofia que tenha estado na base da União. E hoje é mutuada a soberania dos Estados. Com dependência coagida compram-se guerras e não amizades. Decorridos tantos anos, nota-se afinal que o Imperialismo nunca acabou, foi apenas encapotado, um sonho que finalmente hoje está a um passo de se concretizar.
                                                                              Sara Filipa Lamy Marcos