terça-feira, 16 de outubro de 2012

Esclavagismo

O que vivemos hoje é um estado de esclavagismo social. Exploram-se as potencialidades e a capacidade dos indivíduos até à exaustão, maximiza-se a sua produtividade até ao limite, e tirando-lhes o pão ou aquilo que comer, sabe-se à partida que alguém com fome trabalhará muito mais para ter um pedaço de pão do que aquele que trabalha de barriga cheia. E que se desengane quem acha que tudo isto é obra do acaso. Isto é pura teoria económica aplicada à sociedade. Afinal há pessoas geniais que estão por reconhecer (ironia). Tirando a Angela Merkel que agora vai ser reconhecida com um prémio Nobel da Paz pelo seu meritório contributo para a construção do projecto europeu (mais uma vez, ironia!). Bom afinal não temos que nos preocupar porque no Orçamento de Estado para o próximo ano está previsto um número exaustivo de medidas de Crescimento como explicava ontem o ministro da Economia, apoios sociais para quem tem fome, subsídios para quem não tem que comer... Ou seja, não se pense que o senhor não percebe nada de Economia, trata-se sim de uma rebuscada e até inovadora teoria económica, que o prezado senhor ministro estudou no Canadá, onde se encontrava antes de ter decido vir salvar a sua pátria. Quanto ao ministro das Finanças, tal como o senhor esclareceu, apenas está a retribuir o investimento que o Estado português fez na sua formação ao longo de anos. Portanto, caros amigos, não se alarmem porque estão nas mãos de pessoas de confiança com as melhores intenções. Salvar a pátria!

domingo, 9 de setembro de 2012

Mentiras

Reflexão do dia:

O amor só existe para três tipos de pessoas: os românticos, os escritores e os parvos. Logo, o amor é feito de minorias. E a maioria das vezes é uma mentira. Quem já não foi parvo, que atire a primeira pedra. Eu já.

                                                                                                   Sara Lamy 9/9/2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Reflexão


Reflexão do dia:


A injúria e a ofensa são sim a forma mais bárbara de se viver em sociedade. Em sociedade vive-se com a diferença e acima de tudo aprende-se a respeitar a diferença. É o saber respeitar a diferença que faz de nós homens e mulheres civilizados. E é exactamente da falta de respeito e compreensão que nasce o ódio e a guerra, e isso sim é a maior barbárie e atentado a qualquer forma de humanismo. Saibam viver em sociedade e amem o próximo tal como ele é, esse sim é o maior espólio de uma nação evoluída.

                     
                                                                             Sara Lamy (23/8/2012)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Deus


Entre nós
há um imenso campo de batalha.
Devastado,
destruído.
E tudo o que se parte
não volta a ser igual.
E tudo o que é colado,
é fragmentado
e não é uno.
E tudo o que foi
não tem retorno.
E o que Deus quis
os homens não compreendem.
E os homens pouco sabem de amor.
Eu compreendi.
E ontem fui feliz.
Hoje sou triste.
E amanhã não sei o que serei.

                                                     Sara Lamy (22/8/2012)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pedralva

Há muito tempo que cá não vinha, mas quem escreve sabe e compreende. O que nos inspira são pessoas, são lugares. Posso não escrever durante dias, meses. Mas existir algo de novo, por acaso, que nos leve a sentir que as palavras fluem sem parar. Pedralva é assim, não pude deixar de sentir como tudo fluía sem parar. Quero lá voltar. Mas para já são estas as palavras que ficam.



Pedralva

Noutro tempo
e noutro existir
poderia imaginar-te assim
sorridente
bela
quase desenhada a aguarela
entre os montes
que cortam a brisa que sopra do mar.
É como se o tempo
 não tivesse passado por ti,
nem a civilização,
e eu encontrei-te
com casas caiadas de branco
com barras coloridas,
e és tão deslumbrante na tua simplicidade,
na simpatia da tua gente genuína,
no sorriso do rapaz moreno de bigode,
que não poderia imaginar-te mais perfeita,
sonho ideal pintado a cal.
E quando parti,
sinto que fiquei.

                                                                     Sara Lamy   29/7/2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cimeira Europeia

Hoje deixo apenas uma pequena reflexão:

Na Cimeira Europeia procura-se hoje uma harmonização de soluções para realidades com diferentes pesos e medidas. Acredito cada vez mais que o que se procura é agravar a dependência dos países europeus face à UE. O Mutualismo é uma contradição face a qualquer filosofia que tenha estado na base da União. E hoje é mutuada a soberania dos Estados. Com dependência coagida compram-se guerras e não amizades. Decorridos tantos anos, nota-se afinal que o Imperialismo nunca acabou, foi apenas encapotado, um sonho que finalmente hoje está a um passo de se concretizar.
                                                                              Sara Filipa Lamy Marcos

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Entre o que sou e o que me acho

E ao contrário do que dizem
nós não somos aquilo que escolhemos
mas aquilo que nos tornam.
Somos um esboço perfeito
das pessoas que passam por nós.
Reprodução inacabada
daqueles que nos abandonam.
E apenas sombra
daqueles que nos escolhem.
Nós somos a transparência
mais de frustrações
do que de coisas felizes.
E entre isto e aquilo
encontro-me eu
entre o que sou e o que me acho.

                     Sara Lamy (1/6/2012)